August 17, 2006

Depois de 3 horas de sono…

Sabem o que mais eu odeio? Patê de foie gras. Ter insônia.

Mesmo, gente.

August 5, 2006

Dessa vez não é o Edu.

Sabem o que eu odeio? Fígado refogado. Levar bolo. Sim, marcar as coisas e neguinho não aparecer. Pneu furado, casamento da prima, ataque do PCC, jantar de bodas de ouro dos tios, todo esse monte de desculpas motivos tão realistas.

É incrível como isso acontece comigo. As pessoas me param na rua pra perguntar onde está o Theo pedir conselhos sentimentais e eu geralmente respondo coisas edificantes e românticas. Dou idéias incríveis de presentes, tiro dúvidas sobre sexo, dou consultoria sobre DR mantenho DRs bizarras e passo até receita de bolo.

Bolo, pô. Odeio levar bolo, já mencionei?

Mas voltando: na minha própria vida, eu não sei muito bem o que fazer. Não sei se falo ou se fico quieta, confundo tudo, troco as bolas… Uma beleza. Aí eu marco encontros e levo bolo. Óbvio, uma vez que eu não tava entendendo nada mesmo e continuei sem entender. O que é a ironia da vida, não é minha gente?

Tá, eu sei, assunto de mulherzinha ou de emo. Como sou só eu que posto nessa merda, ninguém tem o direito de reclamar. E dêem graças a deus por eu não assinar como Edu.

June 21, 2006

Solteira, mano.

Nem todos sabem, mas eu já fui uma senhoura casada.

Até janeiro desse ano, eu coabitava com o namorado, um rapaz de boa família e boa índole, que eu julgava confiável até ele me trair levar meus dvds do Tarantino embora.

Depois de cinco meses, posso dizer de boca cheia que estou bem melhor agora do que antes. E no fim das contas, fiquei com o apartamento, os livros e os amigos. Ele ficou com uma moça muito, muito feia. Quem viu garante que o precisa licença do Ibama pra levar pra passear. que ele deve gostar.

Mas meu protesto aqui não é contra ex-marido - esse fica pra outro dia pobrezinho. É contra as pessoas idiotas que acham que quem se separa depois de sete anos tem que sofrer muito, chorar, se descabelar.

Em um mês eu já tava jóia. Pôxa, fiz muita coisa legal que eu tinha deixado de lado nesses anos de relacionamento.

Emagreci, meu cabelo tá melhor, comprei roupa nova, mudei pra um apartamento mais legal, fui pra um emprego onde ganho 30% a mais do que ganhava.

Retomei amizades, fiz novos amigos, conheci pessoas muito legais, tive um caso secreto, viajei, fui pra lugares lindos, dei muita risada, me bronzeei. Minha pele está ótima.

Mas ainda tem um bando de urubus indignados. Um monte de gente que acha que eu ainda sou apaixonada pelo Roberto, que eu na verdade estou sofrendo, que um dia desses vou cair em mim e chorar sem parar.

- Gabi, você está bem mesmo? Não sente saudades? Pode se abrir…

E os olhos até brilham esperando o momento em que eu vou gritar, arranhando meu próprio rosto:

- Meu deus do céu, você está certo! Eu estou sofrendo muito! Como não percebi isso antes? The horror, the horror!!!

Minha gente, pra vocês eu deixo um abraço e um recadinho: Solteira. Tranquila. OK? Sem grandes crises.

O que eu tinha pra chorar já foi. Fica uma raivinha pelos DVDs, porque afinal de contas, levar pé na bunda nunca é uma coisa muito agradável. Em compensação, chutes no traseiro tendem a te empurrar pra frente.

E eu tô indo bem na direção certa.